terça-feira, 28 de agosto de 2012

RESERVADO PARA A CABEÇA

Conforme você pode, sem dúvida, perceber pela presente discussão, toda a autoridade na igreja está reservada para a Cabeça. Não há lugar para nenhuma outra. Qualquer outra autoridade irá simplesmente substituir ou tomar o lugar do fluir da autoridade de Jesus. A menos que a “liderança” na igreja seja simplesmente uma Autoridade Espiritual Genuina manifestação da própria autoridade de Deus, ela impedirá ao invés de ajudar o processo.

Queridos amigos, esta é uma consideração muito séria. O corpo de Jesus é Dele! Nós não
somos livres para construirmos algum tipo de imitação. Nós simplesmente não podemos estabelecer nenhum outro tipo de autoridade em nossos encontros, além daquele que o Pai
já instituiu. Nós precisamos permitir que Jesus seja a nossa Cabeça. Somente desta maneira poderemos experimentar a realidade da igreja e satisfazer os requisitos de Deus. Somente deste modo pode o corpo crescer e ministrar a si mesmo conforme Deus designou.

Talvez agora o leitor possa mais facilmente compreender a grande necessidade de genuína autoridade espiritual na igreja de hoje. Também torna-se mais claro que a autoridade meramente humana nunca poderá atingir os objetivos de Deus. É apenas quando a cabeça está estimulando o Seu corpo que Sua vida e Sua natureza são expressos.

Quando um outro alguém está no controle, não importa o quão bem intencionado ele esteja, o resultado nunca será uma expressão de Deus. Então este é o princípio inalterável da liderança. No corpo de Cristo não pode haver nenhuma outra autoridade, nenhuma outra cabeça. Quando colocamos um outro alguém nesta posição, contaminamos a expressão de Jesus, introduzindo um elemento estranho na igreja de Deus. Interessante que um dos significados do prefixo “anti” em grego é “em vez de” ou “no lugar de”. Isto então nos leva a uma nova compreensão da palavra “anticristo”. Talvez tenhamos sempre pensado no anticristo como alguém que é contra Cristo ou que é oposto a Ele. Aqui, entretanto, vemos que simplesmente tomar Seu lugar como verdadeira autoridade e Cabeça também significa ser “anticristo”.

Então, nas reuniões da igreja, o lugar dos líderes poderia ser melhor compreendido como um tipo de supervisor. Aqueles que são maduros e íntimos de Deus supervisionam os procedimentos. De fato, a Bíblia usa a palavra “supervisores” para indicar esta função. Aqueles que são menos maduros são livres para exercer seus dons e habilidades porque há membros qualificados que podem gentilmente corrigir qualquer problema. A verdadeira liderança espiritual pode ser exercida de um modo muito discreto. Uma simples palavra ou oração na hora apropriada, falada pela direção do Espírito Santo, pode trazer o encontro de volta de algum desvio que possa ter ocorrido. Aqueles que desejavam dominar a reunião com suas idéias e opiniões podem ser cuidadosamente admoestados. Os líderes estão presentes, não para controlar ou usar as reuniões como um tribunal para seus próprios ministérios, mas para servir ao corpo, cuidando para que tudo seja feito de acordo com a direção do Cabeça.

Naturalmente, nenhuma reunião será perfeita. Haverá sempre alguém orando ou testificando de seu próprio coração. Um líder que tenha sido verdadeiramente quebrantado pelo Espírito Santo saberá de Deus quando é necessário dizer ou fazer alguma coisa ou quando o Senhor vai simplesmente permitir que uma imperfeição não seja corrigida. Todos nós temos imperfeições em nossas vidas e somente Deus sabe a hora e o lugar para que estas deficiências sejam tratadas. Sabedoria verdadeira é o resultado da experiência e maturidade. Talvez seja por isso que as Escrituras usem a palavra “anciãos” para descrever tais pessoas. Notem que Paulo exorta que nenhum novato deveria exercer esta função (1ª Tim 3:6). Há uma grande necessidade de paciência, clemência e amor para ser forjado o caráter de alguém que é canal para a autoridade divina. Se o caráter de Deus não é mostrado naqueles que estão liderando a manifestação de Deus será contaminada por personalidades naturais.

A liderança na igreja é uma responsabilidade terrível. Não é algo que alguém deva tentar tomar sobre si mesmo. Há uma grande tentação para os homens jovens, possuidores Autoridade Espiritual Genuina de dons imaginar que eles estão qualificados para liderar a igreja. Eles ouvem de Deus. São ungidos por Ele e, portanto, supõem que estão aptos a serem líderes! Entretanto, nada pode substituir o quebrantamento e anos de experiência sob a mão de Deus. Aqueles que são “líderes” serão julgados por Deus pelo seu trabalho, como qualquer um de nós será. Se nós tomamos sobre nós mesmos o manto da autoridade e dirigimos a igreja de Deus de acordo com a iniciativa de nosso próprio coração, seremos mostrados como tolos na frente de todos e vistos como irresponsáveis perante o Juiz de todas as coisas.

Uma outra consideração importante aqui é que aqueles que são canais da autoridade de Deus e funcionam como “supervisores” devem ter um relacionamento íntimo com o outro. Eles devem estar ligados pelo espírito por Deus. Isto requer da parte destes indivíduos um desejo de abrir seus corações um para o outro para ter um tipo de transparência divina. Eles devem ter uma unidade que a Bíblia descreve como “um coração e uma mente” (Atos 4:32). Deste modo, eles podem agir juntos como se fossem um, ao exercer a autoridade divina. Se houver qualquer desunião ou desacordo entre os líderes, será um desastre para o rebanho. Se os que estão na liderança não podem ou não querem agir em harmonia um com o outro no Senhor, resultará num fracasso e o testemunho de Jesus será perdido. É impossível preservar a autoridade do Espírito Santo quando há desconfiança, desarmonia e discussão entre os líderes.

Isto então é essencial para se começar a pensar quando se quer reunir. Pelo menos dois ou três homens que o Senhor preparou e escolheu devem estar juntos em acordo sobre estes assuntos. É absolutamente imperativo que seja estabelecido como um ponto de partida para este tipo de união entre os líderes. Se isto não acontece, o resultado só pode ser de confusão. Muitos outros tentarão penetrar e assumir responsabilidade. “Autoridade” de qualquer direção, menos de Deus, será manifestada. E a liderança, em uma condição enfraquecida e dividida não será capaz de lidar com isto acordo com a direção de Deus.

Durante muitos anos eu tenho visto muitos grupos nestas condições. Eles escorregam para dentro e para fora da vontade de Deus. A cada semana é uma aposta se o encontro vai estar cheio da presença do Senhor ou não. O que precisamos desesperadamente hoje não é “ausência de liderança” mas verdadeira supervisão espiritual daqueles que são preparados por Deus. Somente a liderança plural (mais do que uma), unida, espiritual, resultará em um encontro cristão com a manifestação do próprio Deus.

Porque é que hoje o Cristianismo parece tão fraco? Porque as vidas de tantos crentes ainda estão cheias de escravidão e pecado? Porque é que nós estamos tendo tão pouco efeito sobre o mundo em volta de nós? A igreja primitiva em 30 ou 40 anos “virou o mundo de cabeça para baixo”. (Atos 17:6.) Por outro lado, em nossas dias, com todo o dinheiro e material à nossa disposição, comparativamente, pouco está sendo feito. Ora, eu não estou dizendo que não há muita atividade. Certamente que há. Entretanto, o impacto desta atividade parece estranhamente menor que o de dois mil anos atrás. Deus mudou? Absolutamente não! Porém, se formos honestos conosco, devemos admitir que algo parece estar diferente. Talvez seja válido pararmos e considerarmos se há uma parte do plano de Deus que nós perdemos, o qual poderia estar impedindo Seu poder e Sua vontade.

sábado, 11 de agosto de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

O Evangelho Maltrapilho - Brennan Manning

"A igreja institucional tornou-se alguém que inflige feridas nos que curam, em vez de ser alguém que cura os feridos."

terça-feira, 8 de maio de 2012

O MISTÉRIO DA PIEDADE

Assim, lemos aqui: "Grande é o mistério (ou segredo) da piedade". (1Tm 3.16) O que é o segredo da piedade na vida do cristão? Podemos tentar atrair a atenção para nós mesmos pelas coisas que fazemos. Mas o segredo da piedade é que as pessoas possam ver em nós a vida de Jesus. Talvez tenhamos um exemplo disto com 2 Reis, capítulo 2, onde Elias diz a Eliseu: "Pedes-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti." A resposta foi: "Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim". Então Elias disse: "Se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará." (2Rs 2.9,10) Isto é, se ele não visse Elias subir, então Eliseu não seria seu representante quando esse fosse embora. Assim também, precisamos ter nossos olhos no Senhor Jesus nas alturas, para podermos ser Seus representantes aqui neste mundo. Nos é dito que quando Elias subiu, seu manto caiu. Então, o que fez Eliseu? Ele tomou os seus próprios vestidos, rasgou-os, colocou-os de lado, e vestiu o manto do homem que havia subido. Creio ser este o pensamento aqui. Que a vida de Jesus possa ser vista em nós - este é o segredo da piedade.

Não é procurando ser importante - isto é o que o mundo nos diria para fazer. Eles dizem: "Seja alguém importante". Certa vez um irmão foi pregar e um incrédulo lhe disse: "Por que razão você quer estar identificado com um grupo tão pequeno? Por que você não se une a um grupo grande onde poderá ser alguém importante? O mundo não conhece nada além da exaltação própria, até mesmo nas coisas de Deus. Um irmão muito querido costumava dizer: "A cristandade tornou-se uma vasta arena onde os homens lutam em busca de honra para si mesmos". Oh, irmão, que possamos estar no segredo do Senhor, que Deus possa ser glorificado em nós individualmente e coletivamente, e que a vida de Jesus possa ser vista em nós.

Autor: G. H. Hayhoe
Livro: A Igreja do Deus Vivo
Editora: Verdades Vivas

domingo, 25 de março de 2012

Perdido na Floresta

O pastor protestante, sem rumo na floresta do cerrado goiano, aflito, só conseguia lembrar-se de que quando adolescente lera um autor francês, Chateaubriand ou Victor Hugo - de quem guardara estas palavras: Uma noite eu me perdi nas florestas do Novo Mundo. (...)


Os seculares troncos, robustos, que não saiam dos lugares onde o Senhor Deus os plantou contemplavam pelas viridentes copas a safira celeste que não raramente era adornada por nuvens. Umas apressadas, como se estivessem perdidas e desesperadas no infinito, e outras calmas, indolentes, mandrionas, meio adormecidas.

Cá embaixo, ao rés do chão, junto às árvores, um coração engustiado conduzia dois pés por caminhos que nunca antes alguém trilhara. Ambos os pés itinerando a esmo, e o coração morada da perplexidade e do medo, espelhavam um pastor protestante que se perdera nas florestas densas que sobem pelas montanhas do cerrado goiano. De nada lhe valeram as muralhas conselheiras prudentes, que sempre são erguidas pela multidão dos anos. Era um velho esse pastor.


Empolgado e desatento rasgou a mata desconhecida, correu pelas veredas dos buritis das araras azuis, grimpou acolá pelos barrancos esverdeados de limo, cruzou as catanduvas escassas; subia e descia com facilidade extrema as noruegas úmidas onde espertos colibris se alternavam com os ruídos das mamangavas ao visitarem carinhosamente as flores das vertentes rochosas.


Tinha penetrado a floresta, mas não tinha um destino certo, um sítio a que quisesse chegar. Uma nave sem rumo, por certo. Ele mesmo não conhecia a região; estava sozinho. Não portava sequer um facão de caboclo mateiro, nem luvas protetoras. Todas as florestas são belas pelos mesmos panoramas. O pastor protestante não fazia parte da floresta. Não era árvore, nem flor, nem fruto. Um intruso, um inconveniente. Isso reconheceu ele; quis regressar; abandonar a floresta.


Tentou. Não tinha semeado um caminho para a volta.


Todo pastor protestante não sabe regressar. Voltar ao início de tudo.


Encurralado pelas árvores, não podendo mais progredir ou regredir, disse-lhe o coração:

-Estamos perdidos.


Feito pastor protestante entendia que poderia sempre se aproximar de Deus e obter o que precisasse.


Na cidade isso funcionava bem.


O sermão irrepreensível, exegeticamente correto, a roupa domingueira e aquele ar mesclado de compunção e opressão apresentado no templo - fazia com que as pessoas fossem o que não eram. Crianças sisudas - verticalizadas, ângulos retos, silentes, sem gatinho nem borboleta, nenhuma brincadeira de esconde-esconde, toicinho frito, chicolaté chicolaté, quantos dedos tem em pé? Ninguém podia pular amarelinha.


Penteadas, sapatos de festa, bem banhadas pela Gessy (Reminiscências de Fernando Prestes, gloriosa cidade da infância do Autor.) do Ranieri - roupas limpas. As crianças não eram crianças diante do pastor.


As comadres - nenhuma comadre era comadre diante do pastor. Lá na varanda, mais a vizinha, era mexerico e muita fofoca. Abriam a boca, o manancial de palavras nunca se esgotava. Falam que te falam.


Mas na presença do pastor, do seu pastor, todos os órgãos da fala - músculos e nervos - ficam entorpecidos. As mulheres normais não eram mulheres normais diante do pastor. Todo pastor protestante é doutor em pecado.

A intervenção divina em seu espírito, as devastadoras lições trazidas, comunicadas pelo Espírito de Deus, a catástrofe pessoal - sou-não-sou - constituem-se em óbices imensos para que, da parte dele, as crianças fossem normalmente crianças, as irmãs bisbilhoteiras continuassem tagarelas.




Queria ver pinóquios na igreja e laboriosas mas ansiosas martas. E operar, de algum modo, para que o nariz nunca crescesse, os tarefas domésticas e a chateação da cozinha e fogão se transformassem em ações feitas por mãos de princesas, como as das filhas de Jó e como K.Myllah (uma borboleta dourada - K.Myllah. Camila, pela lingua etrusca significa mensageira. E, no grego, o mesmo significado tem anjo (ánguelos), termo encontradiço no NT.) que nascida foi receber o seu nome nos céus. K.Myllah é sempre estrela cintilante com brilho de arrebol rosicler.


(...)


O ratão do banhado mora no oco do tronco do jequitibá que a chuvarada do inverno derrubou. A família é grande.


O doutor João de barro - arquiteto ilustre - não contratou ninguém. Servente de pedreiro, colher e pedreiro - ele é tudo; ergue palácio seguro sem ferro, nem cimento, nem pedra britada.


- Sem resolver o meu próprio problema - perdido aqui, a noite vem, e eu sem um fósforo, nem isqueiro.


O pastor protestante acalmava-se, debatia-se porém, o espírito, por crer que ali ninguém estava perdido. Dentro em pouco todos encontrariam seus gasalhados, em algum lugar. Como um regatinho distante que bate nas pedras, não as derruba, mas as contorna e avança.


Começou a engendrar uma idéia - há trilhões e trilhões de árvores e de animais no universo: nenhum está perdido. Nenhum está ansioso no seu sítio. Só um ser se perde, e este em qualquer lugar: na escola, no berço, na universidade, no trabalho e na Igreja. A Igreja era o seu assunto. Ele, pastor. "Será que há tantos homens perdidos nas igrejas?", meditava.


A indagação, porém, não prosperava. A igreja é lugar de achados.


O pastor protestante junto à velha árvore de descanso e tristeza suspirava pela companhia de outro homem - Se ao menos um outro pastor de cidade, seu amigo ou não, estivesse aqui comigo abrandaria esta história, curaria este pavor imenso e resolveria de pronto o seu problema. Ele mesmo não tinha aprendido assim.


"Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias" (SI. 34:6).


A solidão do homem só é preenchida por Deus.


"Ele faz com que o solitário viva em família" (SI. 68:6).


As cigarras com seus retinidos ininterruptos cá e lá, a voz da rola ou o grito do nambu de vôo rasteiro - não indicavam ao homem a direção a seguir.


E Deus estava controlando tudo.


O pastor protestante precisa agora, com sofrimento, aprender a ouvir a voz do Senhor, mas sem a Bíblia ou o abraço amigo dos filhos e da esposa distante. Cigarras ruidosas, grilos cantores, os sapos feiosos cantam os esplendores da vida.


"Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos a Ele com cântico" (Sl. 100:2).


Mas porque será que os homens não são homens, juntos ao pastor?


Quem não for autêntico e falar e pregar artificialmente, tem o dom de comunicar aos ouvintes essa impropriedade.


Naquelas expressões ciclópicas de manifestação de vidas milhões - nada, por Deus, era artificial. Tudo autêntico, verdadeiro. Deus criou a árvore esbelta, bonitona, ensinou-lhe a rasgar o céu, a produzir outras irmãs. É a sinfonia de Deus.


As flores morreram na terra escura, mas o Deus que fabricou a borboleta dourada ressuscitou a semente.


Foi um momento de paz e tranqüilidade para o pastor.


Deslizou o seu espírito num átimo pelos mistérios da ressurreição do Reino de Deus. Mesmo que morresse ali mesmo, ali mesmo ressuscitaria dentre os mortos.


Esplandeceu na mente do pregador um jardim infinito, coalhado de flores da terra e flores do céu, cromatizado de cores que eram desconhecidas pelos pintores. E começou a cantar em primeira audição:


O Senhor Deus engenhou as flores

para dar aviso aos homens

não apressados

que crêem na ressurreição da paz.

São as flores as mensageiras pioneiras,

arautos da eterna primavera

núncias festivas da indestrutível

e perene esperança:

o universo de Deus vai ressurgir.


Mas Euponer queria cantar mais – um hino novo, nunca apresentado pelo coro da Igreja, mas bem conhecido dos Céus:


A rutilante aurora

E a Estrela d’alva

São as flores celestes

Que dos céus proclamam

É chegado o Reino

O Reino de Cristo e de Deus.




E já começaram as mudanças. As flores que morrem e ressuscitam, e morrem, mas sempre ressuscitam, não residem em palácios, não fiam, mas nem o ricação Salomão se vestiu como qualquer delas. Tal é o mistério - amém: as flores de Deus se vestem das roupas da ressurreição. Não há vergonhas a cobrir, e mesmo que sejam elas sexuadas. O Deus Eternamente Bendito - encerrou o Éden do Tigre e do Eufrates e da terra de Havilá - mas semeou pelo mundo as flores do jardim primeiro - todas sem culpa, nenhuma rebelde, nem mentirosa. O Éden de Deus prossegue. E está junto, bem juntinho, de você, leitor.


Quem semeou as flores milhares das densas florestas do cerrado goiano?


Foi o Senhor.


Era para resolver um problema só; assim o Senhor nos acudiu:


Olhai os lírios do campo (Mt. 6:28), a cura perfeita para a ansiedade humana. “Quanto mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mácula, há de purificar a nossa consciência das obras mortas para que prestemos culto ao Deus vivo.” (Hb. 9:14 BJ)


Mas já curado de toda a ansiedade, medita.


-Aqui no matão não há leitos, nem segurança.


E o pastor, apavorado, andejava ao léu, orava palavras rubras de desespero, olhava para a coma das árvores, sempre assustado pelo ruído das folhas abanadas pelas asas de uma pomba no mato ou de um carcará retornando ao ninho. Mas a noite ainda dormitava além da serrania verde-azulada, bem lá onde os céus vinham fazer côrte às montanhas escarpadas da mataria espessa e brava e demoraria um pouco ainda até ela aparecer, sempre com vestes negras para cobrir o imenso leito da terra. O pastor não portara com ele um texto das Escrituras de Deus. Como não tivesse levado também qualquer lume, nem Bíblia, não poderia ler.


Esfaqueou-lhe profundamente a alma a descoberta aterradora:


-Estou sem lugar para passar a noite.


Sem barraca, nem facão, nem fogo e sem saber bem o que significava esperar a aurora salvadora no meio do mato.


Dificilmente percebemos que todas as nossas ansiedades, angústias e problemas se dissipam ao permitir que a Eternidade nos acuda. O que somos e sofremos são sempre realidades confinadas ao tempo, que é sempre precário. Se o homem consegue, por vezes, libertar-se dele, logo, logo o tempo se reconstrói e nos retornam à memória os nossos pecados, quiçá já perdoados.


É vulgar dizer-se: "a crise é uma oportunidade". A afirmação é, no mínimo, mansa e suave. O homem em crise, seja densa ou leve, duradoura ou passageira - encontra nos valores do Espírito, o conhecimento e a libertação de que tanto necessita.




Texto editado extraído do livro: O Pastor Protestante e a Borboleta Dourada de autoria do Professor Wilson Regis. Texto completo publicado no seguinte link http://opastorprotestante.blogspot.com/




---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Se você deseja cancelar o recebimento do periódico “Transformando”, favor enviar um email para jsalum@greaterrevival.com com seu endereço eletrônico cadastrado em nosso sistema.


Se você desejar que seus amigos ou familiares recebam estas mensagens, favor informar seus emails (endereços eletrônicos) escrevendo para jsalum@greaterrevival.com




TRANSFORMANDO: Periódico enviado por Greater Revival Ministries em parceria com CCN – Cornerstone Church Network


<!--[if !supportLineBreakNewLine]-->
<!--[endif]-->

GREATER REVIVAL MINISTRIES


Proclamando o Evangelho, fazendo discípulos, transformando

comunidades em todo o mundo para ver os reinos deste mundo se

tornarem o Reino de Deus e de Seu Cristo










TWITTER: @josimarsalum





CCN – CORNERSTONE CHURCH NETWORK


Aumentando o número de igrejas missionais encorajando e equipando pastores e líderes







Outros websites:


Português




English



quinta-feira, 15 de março de 2012

C. H. Mackintosh

"Estaria você pronto a abandonar tudo aquilo que não subsistir ao exame da palavra de Deus - e parmanecer nesta posição... e não aceitar nada menos do que isso, mesmo que possa ficar sozinho numa tal posição?"

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

TRANFORMANDO: VENDE-SE UM CANTOR GOSPEL

'Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras.' Ezequiel 28:16
By Pr. Marcos Góes

Eles estão por toda a parte e são fáceis de achar. Para todos os gostos e estilos, são capazes de trazer entretenimento a todo o tipo de pessoa ou culto, quer tradicional ou pentecostal.
 Contextualizados e treinados nos “chavões” e no “evangeliquês” convincente, eles contagiam de maneira eletrizante as multidões e são capazes de envolver a muitos numa atmosfera religiosa em nome de Deus. Para contratar os seus serviços não é tão simples assim, requer o cumprimento de uma gama de exigências, procedimentos inimagináveis que contando é impossível de se acreditar. Grandes somas em dinheiro, toalhas brancas, carros conversíveis ou limusines, hotéis do mais alto padrão e número exigido em cada culto, para que a audiência não seja medíocre, são algumas das exigências solicitadas (não generalizando) por grande parte deles. Num resumo bem rápido, é este o perfil dos cantores “gospel” que perfazem nosso cenário musical evangélico do Brasil.

Conheci o meio da música cristã em tempos remotos, lá pelo final da década de 70 e início da de 80, através de um cara magro, camisa semiaberta mostrando o peito cabeludo, com uma única mochila nas costa e um violão: Janires era o nome dele. Este veio a ser mais tarde um dos meus mentores e também meu padrinho da casamento. Líder do Rebanhão, toda a semana eu viajava com ele para as maiores aventuras que já vivi na vida em termos de evangelização comprometida com o Reino de Deus. Saíamos à noite em cima de um caminhão cheio de caixas de som rumo aos teatros do Rio de Janeiro para fazermos um culto. O que eu fazia? Eu era o carregador de caixas: põe no caminhão, desce do caminhão...

Eu fazia isso muito feliz. Janires e o Rebanhão, juntamente com Helena Brandão (ex-Darlen e Glória), iam aos teatros falar do amor de Deus não só para o povo mais simples, mas, principalmente, para os artistas. Na plateia vi muitas vezes artistas renomados chorando ao ouvir a música e também o forte testemunho daquela mulher. Eu chorava também! Num canto do auditório, às vezes na penumbra, ficava imaginando se algum dia teria a oportunidade de fazer aquilo através da musica, falando do amor de Deus, e constatar muitos se entregando ao Senhor Jesus através do meu testemunho e da manifestação do Senhor Jesus usando a minha vida.

Janires morreu! O “pão com mortadela” (nossa janta muitas vezes), a boleia do caminhão, as caixas de som JBL pesadíssimas... Tudo isso se passou, mas algo ficou gravado com fogo dentro de mim: o forte testemunho daquele homem de Deus somente com as suas atitudes. Todas as vezes em que olhei para Janires, vi que ele não se preocupava com nada para si, as pessoas a sua volta vinham em primeiro lugar. Ao conversar com ele, você sentia sua enorme gratidão pela salvação de sua vida dada pelo nosso Deus, e por isso ele não parava de pregar esta maravilhosa salvação e graça sem requerer nada em troca. Sem casa para morar e muitas vezes dormindo lá em minha casa, sem sequer saber o que, e como, iria almoçar ou jantar no dia seguinte, ele foi para mim um grande exemplo de total dependência, compromisso e sinceridade no servir ao Senhor. Sem comprometimento com os homens, somente com Deus.

Percebeu o contraste? Entendeu qual o sentimento que habitava no coração de alguns dos principais iniciantes da música evangélica em nosso país? O amor era o combustível e a motivação. Ministério não é negócio, não é emprego! Não se negocia, não se vende, não se troca o Reino nem o dom que vem da parte de Deus! Coloquei o versículo de Ezequiel acima para alertar sobre a “multidão do comercio” a que o profeta se refere. A profecia contra o rei de Tiro do capitulo 28, e nada mais nada menos que direcionada ao próprio satanás, e porque ele negociou o que Deus lhe deu e caiu, pereceu. Sempre entendi e tenho muito temor a isso.

Não critico aqueles que recebem ofertas ou vendem os seus CDs nos eventos, pois também faço isso para manter o ministério e também sustentar a minha família. Mas transformar isso numa barganha, num mercado de venda do “quem dá mais”, na disputa do reconhecimento humano e da melhor performance, a fim de ganhar o mercado e assim obter maior lucro e status... Acho extremamente perigoso!

Continuarei guardando, Senhor, a tua palavra em meu coração (Salmos 119:11) e também a imagem dos olhos, palavras e atitudes de Janires, e perseverarei (ainda que venha a ser o último) a viver sem me corromper, sendo um eterno devedor, e não vendedor, desta misericórdia maravilhosa que um dia também me alcançou.
Em Cristo,
Pr. Marcos Góes
 ================
 TRANSFORMANDO: Periódico enviado por Greater Revival Ministries -Transformando pessoas e comunidades através da Palavra do Reino de Deus
  
VISÃO
O avanço do Reino de Deus sobre toda a Terra até que os reinos deste mundo se tornem o Reino de Deus e de Seu Cristo.

 MISSÃO
Fazer discípulos de Jesus, equipá-los, ensiná-los a fazer outros discípulos.

 PROPÓSITO
Buscar, conhecer e oferecer as soluções do Evangelho do Reino para Família, Governo, Educação, Mercado de Trabalho, Artes e Entretenimento, Religião e Mídia.

 GREATER REVIVAL MINISTRIES
Transforming people and communities
through the Word of God's Kingdom
45 Whispering 
Pine Circle
 - WorcesterMA 01606 USA 
 

 Português

 English