domingo, 16 de outubro de 2011

A Crônica do Tempo

Josimar Salum

A sensação de ineficiência, a incompetência e a total incapacidade que também aborrece e perturba, provoca em mim, conscientemente uma dependência total de Deus para me levar ao descanso e sossego que minha alma anela.

Os eventos, fatores, elementos externos que são história e deixaram seus rastros não podem ser modificados. O que é comum e normal. Mas na medida que não reclamem, nenhuma consequência que afete ainda, podem e serão esquecidos.

Estou em busca da face de Deus! Não é de hoje. Desde criança esta é a jornada, a razão de minha vida.

No emaranhado de relacionamentos, alguns complexos, dissociáveis, outros interligados em essência e dependentes, sou apenas um, neste movimento constante e ininterrupto da vida na existência que aceita pausas pela ausência de acontecimentos, mas que continua acontecendo na grande engenhoca da vida.

Somos escravos do tempo e do espaço. Ao pensar num relance que tudo vai passar, expressão constante de sabedoria de minha mãe, sem poder julgar que seja ou não o conforto materno oferecido, ou a inteleção sólida e profunda da Verdade penetrante, sem oposição, sem nenhum obstáculo, livremente avançando, que tudo mesmo vai passar.

Que estes sentimentos de debilidade têm uma influência de vergonha no pensamento e raciocínio, sombreados por esta massa de tristeza incolor, como uma voz acusadora mesmo disfarçada, de que esta experiência é coisa para fraco, débil e menino.

Que a inconsciência suplante sorrateiramente a consciência, roubando a lucidez, a clareza e a intencionalidade dos pensamentos numa propulsão de violência interna, mesmo silenciosa, compulsiva e sem piedade, como uma programação prévia, imperceptível, inevitável e intratável que tivesse que acontecer, deflagrada por uma força invisível, mas espiritualmente palpável.

É neste trajeto, no meio desta passagem que se extende e se excede não só de objetos, plantas, seres, prédios, gente, encharcada de subjetividade, de abundância de neuro transmissores no tráfego gigantesco do cérebro – enorme, de incontáveis acontecimentos que gerem-se ao mesmo tempo, em velocidades imensuráveis – é nesta pausa deste tempo que me torno simples, pequeno e me rendo.

E vivo, tenho que ir vivendo, as paisagens de fora são as mesmas de dentro, com pequenas diferenciações, na medida que o carro move-se, deixando para trás o que é concreto e o que se mexe, mudando as paisagens para quem vem atrás, como aquele que passou pelo tempo.

Passamos pelas paisagens e não percebemos, por incapacidade total, por não sermos oniscientes nem onipresentes. Percebemos somente o fracionado, o que a mente incapaz pode assimilar dos pequenos pedaços, que o tempo deixou no atraso da percepção atrasada do mesmo tempo que não é tempo, é ocaso.

Somos seres de frações e fragmentos, não conhecemos o inteiro, somos dois, três, não somos, é a memória que não consegue assimilar no tempo os acontecimentos. Sozinhos não somos um, não somos completos, nem enxergamos por inteiro.

O espaço e o tempo são nossos limites, porque nos movimentamos. A perceptividade humana é sempre fracionada. E esta limitação infinita dimensiona pobremente nosso viver. Movendo mais dependentes nos tornamos. Até descobrir que existimos e nos movemos em Deus.

Por dentro, por fora, pensamentos e movimentos. E a maraviha maior é que sou humano e preciso de Deus.

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sinais que Mostram que uma Pessoa não Tem Autoridade Espiritual

Assim como há sinais que mostram que uma pessoa é uma autoridade, também há sinais que indicam que uma pessoa não é uma autoridade. Entre esses há:
Declarar Sua Própria Autoridade
Sempre que alguém reivindica sua própria autoridade, isso é um sinal de falta de genuína autoridade.
3Jo 9 — Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida.
Uma autoridade delegada não tenta sustentar sua própria autoridade. Se você pensa que pode exigir obediência, que sua posição, dom ou poder justifica tal exigência, você não está qualificado para ser uma autoridade. Se sua disposição é tal que você quer que os outros lhe obedeçam, você não está qualificado para ser uma autoridade; não é o tipo de pessoa que pode receber submissão da parte dos outros. (The Collected Works of Watchman Nee, vol. 59, p. 203).
O irmão Nee era muito categórico no sentido que ninguém deveria reivindicar sua própria autoridade.
A coisa mais feia é alguém defender sua autoridade a fim de estabelecê-la para si mesmo. (The Collected Works of Watchman Nee, vol. 47, p. 220).
Detesto e abomino aqueles que dizem: "Eu sou a autoridade designada por Deus." (The Collected Works of Watchman Nee, vol. 47, p. 221).
Espero que ninguém se levante para reivindicar que é autoridade. (The Collected Works of Watchman Nee, vol. 47, p. 230).
Nada é mais repugnante que uma pessoa que luta para ser uma autoridade. É a coisa mais feia alguém tentar controlar os outros de uma forma exterior. Ambição por autoridade ou para ser alguém notável é algo que pertence aos gentios. Devemos expulsar esse tipo de espírito para fora da igreja. (The Collected Works of Watchman Nee, vol. 47, p. 283).
O irmão Lee falou a mesma coisa acerca dos presbíteros exercerem autoridade na igreja.
Se os presbíteros na igreja tiverem a atitude que são os presbíteros, que têm autoridade e que estão aqui para exercê-la, isso será uma das coisas mais feias que existem! (The Elders' Management of the Church, p. 83).
Todos que exercem autoridade para reivindicar que é um presbítero, que ele tem autoridade para lidar com tais e tais questões, e que vai exercê-la, estão usando-a da forma errada! (The Elders' Management of the Church, p. 83).
Em algumas igrejas locais, tenho visto irmãos que agem como presbíteros ostentando uma fachada. Eles dizem: "Oh, sou um presbítero!" Assumem a faixa de presbítero e falam num tom como se fosse um. Tenho de dizer-lhes que nada há mais feio na igreja que ver tal coisa. (The Elders' Management of the Church, p. 88).
Nunca funciona um presbítero tentar assumir autoridade na igreja pela força. Isso não só não é agradável aos olhos dos homens, mas também não terá confirmação da parte do Espírito Santo. Você pode assumir sua autoridade, mas o Espírito Santo não vai estar lá. (The Elders' Management of the Church, p. 89)
Praticar o Auto-Reconhecimento
Sempre que uma pessoa vindica a si mesma, ela demonstra que não é uma autoridade. 3
Nunca devemos proferir uma palavra sequer para vindicar nossa própria autoridade; antes, devemos dar aos outros plena liberdade. Os outros devem chegar até nós de uma forma tão espontânea como possível. Se eles não querem que sejamos sua autoridade, ou se esquivam de nós, não temos de forçá-los a nos aceitar. Se houver autoridade em nós, quem quer que deseje o Senhor vai de bom grado se aproximar de nós. A coisa mais feia é alguém defender sua autoridade a fim de estabelecê-la para si mesmo. Ninguém pode estabelecer sua própria autoridade. (The Collected Works of Watchman Nee, vol. 47, p. 220).
Quando Moisés foi injuriado, ele não vindicou a si mesmo. Toda vindicação, justificação e reação deve provir de Deus, não do homem. Aqueles que buscam vindicar a si mesmos, não conhecem Deus. Ninguém que tenha andado na terra teve mais autoridade que Cristo, mas quando o Senhor estava na terra, Ele jamais vindicou a Si mesmo. Ele é a única pessoa que nunca vindicou a Si mesmo. Autoridade e vindicação são incompatíveis. (...) Aqueles que vindicam a si mesmos não têm autoridade alguma. Toda vez que uma pessoa vindica a si própria, perde sua autoridade. (The Collected Works of Watchman Nee, vol. 47, p. 225


FONTE: www.afaithfulword.com/portuguese

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O PERIGO DA ORGANIZAÇÃO

No Novo Testamento, quase nada na igreja era organizado. Ali temos pouquíssimos exemplos de "planejamento". De fato, é impressionante como eles tinham pouca organização. Todavia, este autor não está insistindo que é antibíblico organizar alguma coisa.
Verdadeiramente, é impossível viver sem qualquer forma de planejamento. Por exemplo, se telefono para um amigo e o convido para jantar, organizei algo antes. Se concordo em me encontrar com alguém em um tempo e um lugar determinado, nosso encontro foi organizado anteriormente, de alguma forma.
À medida que vivemos, sempre necessitaremos ter alguma forma de organização.

O perigo da organização é este: uma vez que é colocada em movimento, pode facilmente permanecer em movimento. Pode adquirir uma vida própria. Uma vez que os elementos essenci­ais de qualquer obra ou esforço são estabelecidos, torna-se fácil as coisas seguirem em frente desta forma. A Companhia FORD é um bom exemplo disto. Henry Ford está morto. Ele morreu há bastante tempo. Entretanto, a companhia que ele organizou, continua existindo até hoje.

Muitas obras para o Senhor também estão nesta categoria. Podemos admitir, como argumento, que uma ou outra obra foi iniciada por Jesus. Talvez Ele tenha levado algum filho Seu a tra­balhar para Ele, de algum modo específico. Mas, e hoje? Esta ainda é a Sua vontade? Ele ainda está no comando de tudo? Ou será que o Espírito Santo Se mudou e alguém ainda está tentan­do fazer funcionar o que agora é realmente uma forma vazia?

Parte do perigo é que as pessoas tendem a gostar de coisas bem organizadas. Querem coisas previsíveis. Sentem-se con­fortáveis com algo bem estruturado e bem dirigido. Elas têm pouca necessidade de buscar o Senhor sozinhas. Sua carne pode relaxar e acreditar que tudo está sendo cuidado. Coisas fami­liares fazem pessoas sentirem-se bem e seguras, e muitas real­mente gostam desse sentimento.

Quando as coisas são organizadas, os crentes não têm que estar em um constante e vivo contato com Jesus. Não precisam: se exercitar para procurá-Lo a cada momento; estar prontos para obedecer; ministrar ou fazer algo para Ele. Com uma organiza­ção, não necessitam estar preparados para mudar suas ativi­dades, seus empregos ou mesmo o lugar onde vivem. Podem simplesmente se sentar e deixar a organização dirigir seus encontros e suas vidas.

Mas, nossa vida com o Senhor é nova a cada manhã (Rm 6:4). Enquanto Ele estava na Terra, estava constantemente fazen­do algo diferente. Sua vida estava bem distante da rotina. A cada dia, os discípulos eram surpreendidos pelo que Ele fazia, pelos lugares onde Ele ia e pelo que Ele dizia. Portanto, podemos estar certos de que a Sua liderança na Igreja e em nossas vidas indi­vidualmente será desse jeito também. Precisamos ter a flexibili­dade para nos mover e mudar o rumo com Ele a qualquer momento.

A experiência dos filhos de Israel no deserto é um excelente exemplo disso. Eles seguiam o Deus vivo que Se manifestava na coluna de fogo e na nuvem. Quando Ele Se movia, eles tinham que estar prontos para se moverem também. A nuvem ou a co­luna de fogo podia se mover a qualquer momento do dia ou da noite. Eles tinham que estar sempre prontos (Êx 13:21,22 e Êx 40:36,37).

Talvez eles ficassem num lugar por uma hora, uma semana, meses ou mesmo um ano. Mas, a qualquer momento, Deus podia Se mover e eles tinham que estar prontos para embrulhar tudo em um instante e partir.

Até mesmo o Tabernáculo, que Deus instruiu Moisés a cons­truir, foi feito com essa intenção. Ele era portátil. Era facilmente desmontável e pronto para se mover. A prontidão para aban­donar nossas práticas e comportamentos estabelecidos, horários e lugares de encontros e todos os hábitos religiosos arraigados deve também ser a nossa atitude.

Desta forma, a chave para qualquer organização, de qual­quer encontro, ministério ou obra para Deus, é sermos conduzi­dos pelo Espírito Santo. É a Sua direção que precisa iniciar qual­quer coisa. É Ele quem precisa estar nos liderando em tudo o que fazemos. Além disso, precisamos ser intensamente sensíveis a Ele para desmantelar qualquer coisa organizada previamente sem a Sua direção. Precisamos estar constantemente sintoniza­dos com Ele para frear tudo que foi colocado em movimento sem a Sua liderança.

É essencial que preservemos Sua soberania sobre todas as coisas, especialmente sobre algo que tenha a tendência a se tornar organizado e, portanto, rotineiro e previsível. De outro modo, logo seremos deixados com uma forma vazia. Teremos apenas algo que Deus usou e abençoou em algum momento no passado, mas hoje é um simples modelo ou fórmula sem o con­teúdo divino.

Um dos poucos exemplos do Novo Testamento de algo sendo organizado foi a escolha dos diáconos em Jerusalém (At 6:1-7). Ali surgiu um problema. Algumas viúvas estavam sendo negligenciadas quando a comida era distribuída. Evidente­mente, isso era feito de uma maneira esporádica e acidental, e algumas viúvas "helenistas" não estavam sendo atendidas. Então, elegeram-se alguns homens para tomar conta desse tra­balho.

Mas, por favor, preste atenção ao tipo de homem que eles escolheram. Qualquer um pode distribuir comida. Até mesmo um ímpio poderia tomar conta de um trabalho assim e tudo cor­rer muito bem. Entretanto, eles foram cuidadosos em selecionar homens com uma certa virtude: eram especialmente "cheios do Espírito Santo" (vs. 3). Os apóstolos e os outros estavam preocu­pados com que este trabalho fosse algo dirigido por Deus. Não era suficiente simplesmente suprir necessidades. Eles queriam estar certos de que o que estava sendo feito era iniciado, con­duzido e, se necessário, terminado pelo Senhor. Então, sele­cionaram homens que sabiam como segui-Lo.

Livro: Deixe o Meu Povo Ir
Autor: David W.  Dyer
Ministério Grão de Trigo: http://www.graodetrico.com/

domingo, 22 de maio de 2011

ESTUDO-VIDA DE ZACARIAS (Por Witness Lee)



(...)

D. O Significado de Furtar

Os versículos 3b e 4b falam daqueles que furtam. Furtar significa pecar contra o homem, que são o resultado de ganância e cobiça. Hoje é uma era de furtar. Negócios e comércios envolvem furtos. Todos são gananciosos e cheios de cobiça. O apóstolo Paulo poderia guardar muitos dos Dez mandamentos, mas ele não pôde cumprir o manda-mento que diz respeito à cobiça (Rm 7:7-8). 

(...)

VII. A VISÃO DO VASO DE EFA

Os versículos de 5 a 11 descrevem a visão do vaso de efa que é o vaso de medir, um recipiente capaz de conter um efa, usado para compra e venda em negócios. 

A. Seu Surgimento em Toda a Terra

Então saiu o anjo que falava comigo e me disse: Levanta os teus olhos, e que é isto que sai. Eu perguntei: Que é isto? Ele disse: É o vaso de efa que sai. Disse ele mais: Esta é a sua semelhança em toda a terra” (vv. 5-6). Uma grande porcentagem da população mundial está envolvida com negócios ou comércio. A aparência do comércio não é ruim; antes, em toda a terra o comércio parece ter uma aparência adequada. Mas como veremos, realmente o comércio de hoje é totalmente maligno. 

B. Uma Mulher Sentada dentro do Vaso de Efa

“E uma mulher estava sentada dentro do vaso de efa. Prosseguiu o anjo: Esta é a impiedade” (vv. 7b-8a). Isto significa que a iniqüidade contida no comércio, é como a cobiça, o engano e o amor ao dinheiro. O vendedor ama dinheiro e tenta tirar dinheiro do bolso do comprador; o comprador também ama dinheiro e tenta obter as coisas para si a um preço baixo, por meio disso economizando dinheiro. 
A visão em Zacarias 5 corresponde àquela de Babilônia, a Grande, em Apocalipse 18. Essas visões nos mostram que, aos olhos de Deus a iniquidade contida no comércio é uma forma de idolatria e fornicação. Comércio é uma mulher adúltera cobiçosa por ganhar dinheiro. 

C. Uma Tampa de Chumbo Sobre Abertura do Vaso de Efa

Em Zacarias 5:7 e 8 vemos que uma tampa de chumbo, um peso de chumbo, colocado sobre a abertura do vaso de efa. Isto significa a restrição da iniquidade no comércio pela soberania de Deus. A iniquidade está escondida e restrita no comércio internacional. Se o comércio, especialmente o comércio internacional, pudesse ser restringido, toda a terra seria santa. 

D. Duas Mulheres que Vão Adiante

Então levantei os meus olhos, e vi: eis que saíram duas mulheres” (v. 9a). A mulher tornando-se duas mulheres significa o duplo efeito do comércio uma vez que ele se torna livre de restrição. 

E. Duas Mulheres Saíram do Vaso de Efa entre a Terra e os Céus

“E o vento estava nas suas asas (ora tinham elas asas como as asas da cegonha) e elevaram o efa entre a terra e o céu” (v. 9b). Tudo isso significa a rápida difusão do comércio iníquo. 

F. Uma Casa Edificada pela Mulher na Terra de Sinear

Perguntei ao anjo que falava comigo: Para onde levam elas o efa? Respondeu-me: Para lhe edificar uma casa na terra de Sinear; quando a casa tiver sido preparada, ela será estabelecida no seu lugar” (vv. 10-11). Isto significa que a soberania de Deus fará a iniquidade no comércio, a qual o povo de Israel aprendeu dos babilônios em seu cativeiro, voltar para a Babilônia (a terra de Sinear). Deixe esta iniquidade voltar à Babilônia. Todas as pessoas entre os eleitos de Deus devem ser honestas e simples em seu viver.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Freedom

Escravidão é um condicionamento da alma

Condicionamento da alma é o que torna uma pessoa escrava. É como um lindo canário amarelo que viveu a vida inteira em uma gaiola e que decidiu permanecer na gaiola, mesmo depois que a porta da gaiola foi aberta.

Religião, sistemas, tradições, culturas, métodos e crenças condicionam as almas dos homens.


 
Liberdade
 
Ninguém consegue usufruir a liberdade se ele/ela estiver limitado a um sistema. Isso se aplica a todos os aspectos da vida.

Até mesmo ser um Cristão não significa ser livre, porque Cristianismo é uma religião. Cristãos, como todas as outras pessoas devem conhecer Jesus Cristo, o Deus que se fez homem, em um relacionamento íntimo com Ele, para poder ser livre.

Cristianismo é um sistema cheio de ramificações, uma enorme bagagem de tradições, métodos e crenças, uma cultura religiosa separada da vida e misticamente espiritualizado para que cada homem/mulher tente escapar deles mesmos. E não conseguem.

Jesus Cristo é uma Pessoa que liberta pessoas, para que elas possam viver verdadeiramente quem elas são. Possam viver para adorá-Lo enquanto vivem, trabalham, relacionam-se uns com os outros e se divertem.

Uma jornada segundo a segundo em uma caminhada eterna, respirando liberdade em cada batida do coração, em uma vida sem fim, liberto do medo e da morte, cujas vidas esperam somente pelo seu Rei e o Seu Reino inabalável.

Liberdade para viver porque viver em Jesus é Adoração

Até mesmo pequenas questões nos deixam atados, porque qualquer coisa que não consigo renunciar para viver em liberdade em Jesus, domina a minha alma.

Não é uma questão de palavras, é uma questão de ser.

Jesus somente domina se ele faz isso com exclusividade.

E o domínio de Jesus é domínio de liberdade.

Se sou livre para fazer o que eu quero sou de fato escravo de mim mesmo, de minha vontade.

Liberdade é “já não vivo eu, mas Cristo vive em mim.”


 
 
Liberdade e subsistência
 
Analisando isto, por exemplo, na vida de muitos pastores, no sistema religioso não podem pregar a Verdade sem que lhes custe a posição, o emprego e salário.

Muçulmanos também, por exemplo, matam seus filhos quando estes se convertem a Cristo. Cristãos se matam por causa de suas tradições ainda não literalmente por muitas razões, mas matam com o desprezo, com a indiferença, com a separação permanente, com as rupturas de amizades de anos a fio por conta das divergências.

Homens lutam pela subsistência em todos os cantos do planeta e em muitas sociedades lutam para ter uma vida extravagante que os leva a serem prisioneiros do dinheiro. E o dinheiro escraviza muitos, mesmo aqueles abastados que não precisam lutar pela sua sobrevivência.

Que tipo de mestre é esse, que sem misericórdia prende qualquer um na escravidão?

O pior mestre de todas as pessoas é ter que ganhar dinheiro para suprir suas necessidades legitimas e de suas famílias.

Mesmo que custe caro a subsistência é somente uma miragem no mundo de nosso Deus que “alimenta os pássaros e veste a grama do campo”. Custe alto ou não Deus é que alimenta homens, mulheres e crianças em todos os lugares.

Miragens, necessidades, imitações vão sempre induzir as pessoas à escravidão.

E geralmente qualquer coisa na qual esteja preso é o meu mestre.

“Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

Se não sou livre então eu estou em pecado. “Todo o que comete pecado é escravo do pecado.”Posso até conseguir quebrar a escravidão à meu mestre, mas a não ser que Jesus me liberte, eu ainda serei escravo dele.

A Liberdade para ser considerada verdadeira Liberdade deve ser permanente.

A menor possibilidade de voltar à escravidão denuncia a falsidade da liberdade proposta.

Liberdade que se perde não é Liberdade. Liberdade em risco não é Liberdade.

“Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.
Eu não sou realmente livre se eu continuo sendo quem sou.

Liberdade não é uma condição. Liberdade tem a ver com Quem eu sou, à identidade que carrego.

O único caminho para a liberdade, se eu quiser ser livre (ser) devo me tornar como Jesus, Quem Ele é.

É isso que significa que “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

Somente Jesus foi e é inteiramente livre.

Disse Jesus, “Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. O escravo não tem lugar permanente na família, mas o filho pertence a ela para sempre. Portanto, se o filho vos libertar, vocês de fato serão livres”. (Ver João 8:31-46). 

A sombra da Cruz do Calvário
By Ed René Kivitz
Porque a sombra da Cruz do Calvário está sobre você invoque o Deus vivo e verdadeiro. 

É só a sombra da Cruz e mais nada. Sem talão de cheque. Sem corrente, sem montanha. Sem pastor, sem tia. 

Sem apóstolo, sem dízimos. Sem culto, sem banda. Sem nada! Só a sombra da Cruz do Calvário. Isso é o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. 

Demétrio, o pagão de Éfeso entendeu. Ele ententeu. 

Se o movimento de Jesus vingar na História e esse pessoal realmente acreditar que basta buscar a Deus em Espírito e em Verdade acabou a possibilidade de manipulação, controle e comércio em nome de Deus

Fonte:
TRANSFORMANDO: Periódico enviado por Greater Revival Ministries -Transformando pessoas e comunidades através da Palavra do Reino de Deus 

VIVENDO EM AMOR

          Jesus estava caminhando fisicamente aqui na Terra, Ele deu a Seus seguidores um novo mandamento. Ele os instruiu: "...assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros" (Jo 13:34). Já tocamos brevemente nesse tema num capítulo anterior, mas agora vamos discutir detalhadamente o que significa essa admoestação. Embora possa parecer um man­damento direto e razoavelmente simples, na prática é algo que é impossível de ser feito.

Pode ser fácil amar os que são atraentes, interessantes ou agradáveis a nós. É possível até que sejamos capazes de amar os outros até um certo ponto. Mas, amar todos os nossos irmãos e irmãs em Cristo, tanto quanto Jesus os ama, está longe, muito longe de nossa capacidade humana.

Parte do problema é que Deus parece acolher a muitos que não se encaixam bem com a nossa opinião sobre quem é digno de ser amado. No mínimo, todos aqueles a quem Jesus ama são pecadores. Além disso, muitos deles têm sérios problemas e deficiências. Outros possuem personalidades e disposições que são desagradáveis e/ou ofensivas. Alguns têm áreas em suas vidas que não foram transformadas e, então, são vulneráveis ao inimigo da obra de Deus.

Quando desejamos andar em amor, encontramos esses e ou­tros inúmeros desafios para o cumprimento da simples ordem de Jesus para nos amarmos uns aos outros. Qualquer um, que tenha realmente tentado amar os outros, deve ter entrado em contato com alguns cristãos que parecem impossíveis de amar.

No entanto, existe esperança. Jesus não nos deu apenas um mandamento. Ele também nos deu um novo tipo de amor. Esta nova variedade de amor é descrita no Novo Testamento com uma palavra especial - ágape. Esse amor não é algo que o homem natural possua. Não é algo que um simples ser humano possa gerar dentro de si mesmo. É um tipo especial de amor sobrenatural que apenas Deus possui e que enche o Seu coração. Na verdade, Ele é tão cheio deste amor ágape, que a Bíblia diz que "Deus é amor [ágape]" (1 Jo 4:8). Esta palavra expressa Sua natureza essencial.

Então, quando decidimos obedecer ao mandamento de Jesus e amar os outros, temos que receber Dele esse tipo de amor. Nosso amor natural, humano, nunca será capaz de atingir o objetivo. Somente o amor do próprio Deus pode atingir essa mais alta e mais nobre exigência.

Para conseguir esse amor sobrenatural, precisamos cami­nhar em contínua comunhão com nosso Salvador. Já que Ele é a fonte desse amor, precisamos estar sempre ligados a Ele para recebê-lo. Enquanto mantemos com Ele a nossa conexão espiri­tual, um suprimento inesgotável de amor está à nossa dis­posição. Já que Ele é eterno, fonte inacabável deste amor, temos acesso à toda porção que desejamos ou necessitamos.

Receber esse amor não é uma coisa que acontece uma vez. Nem é algo que conseguimos através de uma série de experiên­cias "espirituais" e depois o possuímos para sempre. Para que nós, meros seres humanos, possamos caminhar em amor, pre­cisamos também andar em intimidade diária com a Fonte deste amor, que é o próprio Deus.

Esse fato é tão essencial, que a Palavra de Deus nos conta que, se amarmos nossos irmãos em Cristo, essa é a prova de que realmente conhecemos a Deus. Lemos em 1 João 4:7,8: "Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus [inti­mamente]. Aquele que não ama, não conhece a Deus [intima­mente], pois Deus é amor".

Acrescentei a palavra "intimamente" para ajudar o leitor a compreender o que está sendo comunicado aqui. A palavra grega para "conhecer" pode ser usada para significar as relações mais íntimas, inclusive aquelas entre um homem e uma mulher (Mt 1:25; Lc 1:34). O amor sobrenatural de que necessitamos é algo que flui de uma comunhão íntima, pessoal e constante com o nosso Salvador.

É óbvio que há muitos crentes - pessoas que verdadeira­mente nasceram de novo - que não amam os outros. É dolorosa­mente visível que uma grande parte dos cristãos seja egoísta, egocêntrica, infantil, rude, áspera, irritável e muitas outras coisas que demonstram a falta do amor divino por seus irmãos. Infelizmente, é essa a condição de uma grande parte da Igreja no mundo atual.

Embora alguns possam insistir em que tais pessoas não podem ser realmente "salvas", uma análise honesta e cuidadosa da situação nos leva a acreditar que essa não é realmente a raiz do problema. Muitos já encontraram Jesus. Eles verdadeira­mente nasceram de novo. Mas, tristemente, não estão caminhan­do em intimidade com Ele. Não andam diariamente no Espírito. Não compreendem como comungar com Ele continuamente. Eles deixam de aproveitar a disponibilidade de Sua constante presença.

Devido a essa falha, eles não exibem o amor sobrenatural de Jesus uns pelos outros. Esses crentes são simplesmente bebês. Não amadureceram espiritualmente o suficiente para ter o suprimento contínuo do amor de que necessitam. Crianças pequenas sempre são egocêntricas. Elas raramente pensam nos outros, mas apenas em si mesmas. É quase impossível para uma criança exibir um amor cuidadoso pelos outros, por terem elas mesmas tantas necessidades. Portanto, cristãos infantes não expressam muito esse amor.

A evidência da verdadeira maturidade espiritual - a prova de que conhecemos a Deus intimamente e que estamos cami­nhando em comunhão com Ele - é o amor. A exibição do amor é um sinal seguro, uma evidência perceptível de que nós temos um relacionamento pessoal com Jesus.

Este amor é tão poderoso, que podemos amar não somente crentes que são amigáveis ou amáveis, mas também os que são difíceis de gostar. Quando nos encontramos cheios do amor de Deus, conseguimos amar aqueles que não são bondosos conosco, aqueles que tiram vantagem de nós e que abusam de nossos esforços.

Podemos amar aqueles que não concordam conosco; se opõem a nós; e aqueles que pecam contra nós de várias ma­neiras: nos ofendem; nos tomam emprestado e nunca trazem de volta; nos desapontam; nos rejeitam; nos maltratam. Podemos amar as pessoas mais indesejáveis, se há em nós o amor de Deus. Esse amor, cuja fonte é Deus, é tão poderoso e sobre-humano que, estando cheios dele, podemos até mesmo amar os nossos inimigos (Mt 5:44).